Censo metropolitano

sexta-feira, 23 de maio de 2014 | 10:49

Recentemente passei por algumas cidades, aqui da região, e descobri alguns aspectos que me chamaram a atenção. Não que elas necessitem ser iguais umas às outras, porém é nítida a diferença de uma cidade para a outra. Em São Vicente, avistei um grande número de pessoas circulando pelo Centro, que fervilha há um bom tempo. Praça Barão do Rio Branco, impressionante o número de pessoas que diariamente participam do comércio local. Para alguns vicentinos, com quem conversei, esse reflexo de movimentação se dá pela proximidade com a Zona Noroeste. Ou seja, quem mora na Zona Noroeste, em Santos, compra no comércio vicentino não só pela proximidade, mas pelo preço que lá é praticado. Já em Vicente de Carvalho a semelhança é a mesma, a diferença é que Guarujá se utiliza muito do comércio de Vicente de Carvalho e dificilmente detectamos movimento no centro de Guarujá. Já na área habitacional, muitas pessoas se mudaram para Praia Grande, razão dos baixos valores dos alugueis se comparado a Santos, por exemplo. Um amigo, que casou recentemente, procurava um apartamento para alugar em Santos, um quarto, sala e cozinha no Marapé. Encontrou! Valor do pacote, com aluguel e condomínio: R$ 2.100,00 (dois mil e cem reais). Conversando com outros amigos a alternativa apareceu brilhante. Casa com dois quartos, dois banheiros, churrasqueira e garagem para dois carros, em Praia Grande. Aluguel: R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais). Essa observação que faço é justamente para ilustrar a realidade de uma região que precisa crescer como um todo. Tal cenário mostra o contraste de uma cidade para a outra. Só para se ter uma ideia, o Censo de 2010 mostrou que a cidade de Santos diminuiu o número de habitantes e ocorreu um êxodo para as cidades vizinhas. São Vicente e Praia Grande foram as principais; Guarujá só não foi atingida pois a travessia de balsa tira qualquer um do sério. Um êxodo diagnosticado, gargalo na saúde, falta de projetos habitacionais, transporte público péssimo. Em resumo, quando as prefeituras se organizarão, para ontem, para provocar a criação de um Censo Metropolitano e dar as respostas que a nossa população tanto precisa: trabalho e qualificação profissional? Estamos próximos da Copa, um grande evento que movimentará a nossa região. Depois teremos as eleições. E depois?

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