Dando milho aos pombos

quinta-feira, 8 de maio de 2014 | 12:40

O que mais falta acontecer para cairmos na real e participarmos mais das decisões de nossa cidade? Todas as decisões nascem nos municípios, onde moramos, vivemos e apostamos em um futuro tranquilo para criarmos nossas famílias. É justamente nesse caso que gostaria de dividir com os leitores essa responsabilidade. Será que somos culpados ou temos parte em tudo que vem acontecendo em nosso país? Acredito que sim. Se existem obrigações e não cumprimos, algo vai dar errado, pode ter certeza. Quando não votamos acertadamente os efeitos no mínimo duram quatro anos. Quando não damos atenção aos nossos filhos instruindo-os como devem proceder numa sala de aula, no clube, com o próximo, no trabalho, somos responsáveis diretos pela formação de jovens que enfrentarão um futuro promissor ou não. Quando regredimos em respeitar as leis será que estamos contribuindo em favor da impunidade? Quando jogamos no chão o lixo que produzimos, por exemplo, comendo um chocolate, que tipo de exemplo estamos dando? Quando os governos, federal, estadual e municipal não cumprem com a sua função, quem será diretamente penalizado? Uma grande parcela da população, claro. Temos hoje instrumentos fortíssimos para reverter, favoravelmente, esses índices que tanto nos preocupam. As audiências públicas têm um caráter extremamente popular, e muitas vezes é a voz do “povo” que muda os rumos de um projeto apresentado. Orçamento participativo, outro instrumento importante para a participação popular. Sessões das câmaras municipais, onde o munícipe pode ver a atuação de seus representantes em temas importantes para a cidade.  E mesmo se o seu candidato não se elegeu. Reuniões condominiais, sempre vazias. Encontro dos Consegs, conselhos de segurança, participação tímida é o relato de seus representantes. Enfim, observamos uma ausência da população nas esferas determinantes de uma cidade. Venha, amigo ou amiga, participar ativamente da sua cidade, bairro ou comunidade. Unidos será muito mais fácil cobrar, com responsabilidade, decisões importantes sempre. E não apenas em ano eleitoral. Afinal, quem são os responsáveis na escolha de nossos representantes? Quem sempre no final acaba reclamando? Quem de fato perde com a omissão de lutar e cobrar dos seus representantes? Vai ficar parado depois de ler este artigo?

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