Já pensou nisso?

quinta-feira, 3 de julho de 2014 | 09:46

Estamos no término das homologações das candidaturas para o pleito eleitoral que acontecerá em outubro. É grande a movimentação de pessoas que procuram participar, direta ou indiretamente, e isso não é novidade. A dúvida que se apresenta é a seguinte: essa participação é por um lugar ao sol ou apenas oportunidade de um emprego no serviço público? Digo isso, e provoco a análise com o leitor, no sentido de termos de fato consciência de que uma eleição num país democrático como o nosso deva ser mais sério do que imaginamos. As composições partidárias aproveitam coligações que desnudam características em diferentes estados, ou seja, partidos que divergem politicamente em nível nacional se alinham em estados da nação. Como será que a população vê isso? Será que a máxima “votamos no nome e não no partido” seja a tônica de toda eleição? Na verdade, o grande número de partidos políticos leva a esse imbróglio eleitoral. Recentemente vimos, por exemplo, o PP de Maluf dar apoio ao candidato do PT e no último instante pular para o apoio ao candidato do PMDB. Por quê esse mudança momentânea? E mais, o que pensar de um partido que até pouco tempo estava no governo federal, inclusive com ministérios, e agora criticar a sigla que o acolheu? Claro que não acredito em amor eterno, principalmente quando se fala em composição política. Pelo menos acho que ao deixar um governo e tomar a decisão de uma carreira solo o mínimo era apresentar um programa mais concreto e lutar pela sua implantação e não apenas na acusação. Essa minha preocupação é que temas importantes fiquem de fora, mais uma vez, num momento em que precisamos unir forças, trabalho, gestão e responsabilidade. Apesar de estarmos vivendo o momento da Copa, não podemos perder o foco. Se o que acontece antes nos preocupa, o que dirá depois da eleição. Para mim as eleições são mais que um momento cívico. É a verdadeira chance que todos nós temos, seja de classe baixa, média ou alta, de modificarmos o modelo e apostarmos, com inteligência, em um novo modelo. E nesse caso não precisamos de reforma política, precisamos é de voto consciente. E de todos! Fiquei muito triste quando vi nas últimas eleições a grande quantidade de votos nulos e brancos. Será que esses eleitores não moram no mesmo Brasil onde nos encontramos? Creia: só a participação de todos, transformará uma cidade, estado e país melhor para os brasileiros. Aqui em nossa região alguns modelos foram trocados recentemente. Sabe quem trocou? Os eleitores! Não esqueça.

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