O Brasil passa por aqui

quinta-feira, 17 de abril de 2014 | 20:51

Incrível como as pessoas que ocupam cargos públicos falam de milhões como se fossem migalhas. Foi demais, mais uma vez, até para os padrões éticos de um partido que hoje ocupa o cargo mais alto do país ter em sua cúpula um séquito cumprindo pena na penitenciária da Papuda, em Brasília. A revista de circulação nacional Veja revela que o deputado André Vargas se associara ao doleiro Youssef para enriquecer às custas de contratos fraudulentos com o governo; a sigla da estrela deu um ultimato ao parlamentar: renúncia ao mandato ou expulsão da legenda. A ideia de puni-lo visava conter o desgaste político, prejudicial à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que cai seguidamente nas pesquisas. Dizendo-se “acabado”, “abandonado” e “machucado”, Vargas pensou em sair de cena. Ainda não o fez. Só para ficar neste fato, que acredito seja de conhecimento de uma boa parte da população, é justamente ai que somos bombardeados como se todos fossem iguais. Tom e Vinícius, cantor e compositor, tem em sua discografia a seguinte canção: Se todos fossem iguais a você. Este título é de uma pureza ímpar quando se fala de um relacionamento puro, necessário, eterno e não promíscuo. Claro que essa citação foi apenas para relaxar. O pior deste paralelo é que a população dos municípios que compõem o Brasil pensa que nós políticos somos iguais uns aos outros. Ôpa, devagar aí! Não mesmo. A falta de uma política na Educação provoca esse distanciamento daquilo que é política e politicagem. Não tenho dúvidas de que essa transformação não acontecendo pelos políticos deva ser promovida por nós, todos nós brasileiros, com direito a voto. São milhões de Pasadena, mensalão, operação, por exemplo, porto seguro, aditamentos para os estádios recepcionarem as seleções na Copa que se avizinha, dinheiro do BNDES para incrementar o porto de Mariel em Cuba, mais de 32 partidos políticos, mais de 35 ministérios… Ufa! Não podemos perder o rumo dessa história. História essa que tem que ter um final feliz. Investimento em pesquisa, educação e crescimento responsável, sem política barata onde a troca por ministérios seja a palavra chave para a governabilidade. Triste. Recentemente, não sei se você sabe, o presidente da Codesp, Renato Barco, foi exonerado do cargo e em seu lugar um funcionário da Casa Civil de Brasília, Sr. Caputo. Sendo otimista, espero que ele seja expert em porto, conheça as nossas dificuldades, os gargalos provocados em nossa cidade e região e faça com que o Porto de Santos seja o mais competitivo possível. Isso é o mínimo que o governo federal pode fazer para um porto responsável por 33% do que entra no país. Ao amigo Barco, que fazia da Codesp a extensão de seu lar, desejo as mais prósperas notícias. Espero que em breve possa ancorar num porto seguro e desenvolver um terço do que pretendia quando estava à frente da Codesp. Em um país em que o competente é preterido pelo indicado político, precisamos ficar atentos para não só ver os navios que entram e saem do nosso porto. Alguns trazem mais cargas. Outros…nem tanto.

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