Precisamos acordar, ainda que o sono não chegue

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 | 16:09

Não podemos ficar parados esperando quem será o próximo. Nesta semana mais uma vítima da impunidade tirou a vida de um cidadão. Desta vez foi o médico Marco Antônio Loss, poderia ser um de nós, vítima de latrocínio, na saída do hospital onde trabalhava. Autor? Um menor de apenas 14 anos. Essa estatística aumenta dia após dia e a sociedade se vê impotente para dar uma solução na onda de insegurança que vivemos em todo o país. A viúva e o seu único filho estavam atônitos a tudo que aconteceu sem saber como será o amanhã. Preocupação só deles? Não, nossa também. Como podemos pensar que o amanhã pode ser melhor quando não temos a certeza de nada em nossas vidas? Por mais que já tenhamos ouvido que para morrer basta estar vivo, essa máxima não cola muito nos dias de hoje. A relação de vítimas, associações que clamam por Justiça e tantas outras organizações não conseguem dar um basta para que tenhamos dias melhores e um futuro mais seguro para nossas famílias. O que fazer se as autoridades constituídas não sabem como e por onde? É justamente neste momento que precisaríamos sair às ruas, conclamar a população, cobrar “urgentemente” uma revisão do Código Penal que data de 1940, provocarmos ações na educação, saúde e até na política. Isso mesmo, na política. É através dela que conseguiremos mudar ou minorar este quadro triste do qual fazemos parte. Será que todos os mais de 500 parlamentares da Câmara Federal não teriam coragem de provocar tal tema? Por quê a Justiça Federal indicia políticos corruptos e não vemos os políticos éticos em favor da população? Na última segunda-feira abracei o filho do médico Dr. Loss e ele fragilmente disse que colocaria em prática tudo que o pai tinha ensinado. Literalmente estamos órfãos de “dignidade”. E olha que índices mostram números animadores de um país que cresce, timidamente é claro. Não podemos ficar à margem dos problemas nacionais. Nunca. Quero um país mais justo para todos e isso não pode ser utópico. Parafraseando Drumond. “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? E agora, José?” O cidadão em destaque pelo escritor pode ser qualquer um de nós, que não precise apenas perguntar, porém estamos ávidos de respostas. Agora! Afinal, se o jovem pode votar aos 16 anos, ele não teria condição de responder pelos seus atos?

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4 Comentarios em "Precisamos acordar, ainda que o sono não chegue" Adicionar Comentário
edival
9 de fevereiro de 2014 at 15:33

não adianta ficarmos lamentando infelizmente os somos vitimas de um governo ,omisso e lento cego eu como brasileiro não aceito um BRASIL doente,pela violencia, e a corrupção. discriminação ao menos favorecidos pela sua cor ou pela opção, vamos dar as mão avante brasil.

EMILIA APARECIDA COSTA
7 de dezembro de 2013 at 14:33

Boa tarde Douglas,que tristeza ver essa notícia,em meio a outras tantas parecidas…e ver engrossar a fila de familiares de vítimas de crimes hediondos,e da impunidade;o que nos faz sofrer um segundo golpe.Sei bem o que essa família está passando e passará,pois minha família tambem foi atingida por crime parecido.Quanto as leis,conforme voce abordou em seu artigo,verdade,precisamos ir para as ruas nos fazer ouvir! as autoridades competentes tem que mudar as leis,tem que sacudir a sociedade;pois a cobrança por melhoras tem que ser feita a todos:os pais (tentar deixar filhos melhores,para o país) a escola (reformando seu programa,dando mais autoridade ao professor,não permitindo que seja um reles boneco,impedido até de chamar atenção,pois tem o estatuto),e a LEI que deve ser observada,para a própria sobrevivência da sociedade.E resta a pergunta que você fez: Será que todos os mais de 500 parlamentares da Câmara Federal não teriam coragem de provocar tal tema? Por quê a Justiça Federal indicia políticos corruptos e não vemos os políticos éticos em favor da população?Meu amigo,estou com você,e te peço chega lá Douglas,quero voce na Câmara Feredal,voce agita Santos, sempre ligado e procurando soluções.Deus te ilumine hoje e sempre.

Douglas Gonçalves
8 de dezembro de 2013 at 09:50

Minha amiga, obrigado pela mensagem. A sensação é de total impotência e impunidade aos criminosos quando nos deparamos com casos como esses. Na Sessão de segunda-feira passada tivemos a presença da viúva e do filho do médico; o tema foi bastante debatido e o jovem Júlio de apenas 16 anos, filho da vítima, sentou ao meu lado. É triste quando vemos a Câmara de Santos superlotada por questões que só quando abaladas pela população recorrem à Casa do Povo. Cabe à Câmara Federal provocar a revisão do Código Penal. Quantas outras pessoas precisarão perder as suas vidas para que nós, sociedade e governo, possamos dar um basta em tudo que está acontecendo em nosso País? Nenhum conforto ou justiça, a meu ver, trará de volta a vida dessas vítimas cujas famílias não encontram Justiça numa sociedade onde todos nós somos culpados – ou omissos – para tentar reverter esse quadro. Abraços!

EMILIA APARECIDA COSTA
8 de dezembro de 2013 at 21:49

POR ISSO MESMO DOUGLAS,VÁ EM FRENTE AMIGO,CHEGUE A CÂMARA FEDERAL;PRECISAMOS DE PESSOAS COMO VOCÊ,POLÍTICOS COMO VOCÊ QUE VAI NOS LOCAIS,QUE SE INFORMA PESSOALMENTE DOS PROBLEMAS.UM GRANDE ABRAÇO DOUGLAS DEUS TE ABENÇOE HOJE E SEMPRE.

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