Em Cubatão, Mumu resgata a tradição do samba de raiz

domingo, 26 de fevereiro de 2017 | 16:00

Filho do ‘seu Carnaval’ e da delicada ‘foliã de arquibancada’, Aloísio Souza Castro Junior, o Mumu, cresceu escutando os clássicos do samba nos vinis do pai. A paixão pelo gênero musical de raízes africanas guiou a vida do menino que virou sambista, Rei Momo e hoje dá nome a uma das mais tradicionais rodas de samba da Baixada Santista: o samba do Mumu de Cubatão.

Formado por 10 membros na equipe diretora, o Samba do Mumu nasceu da união de um coletivo que tem como luta a união, popularização e preservação da cultura afro-brasileira. O grupo cubatense usa o tradicional ritmo afro-brasileiro para atuar no incentivo ao empreendedorismo, pratica de ações sociais e a popularização das manifestações culturais afro-brasileiras.

“O samba do Mumu começou oficialmente há dois anos, a partir da sugestão de uma amiga. Mas antes disso diversos outros eventos que ressaltavam a importância da difusão do samba de raiz já aconteciam aqui nesse espaço”, ressalta Aloísio, apontando para o deck da Avenida Beira Mar, no Jardim Casqueiro.

É no espaço com visão privilegiada da Baixada Santista e onde o vento sopra saudade que a tradicional roda de samba acontece todos os segundos domingos do mês. São sete músicos fixos e dois convidados: um de Cubatão e outro do cenário regional. Mas esse número corresponde apenas ao início das apresentações, afirma o sambista. “No meio das apresentações as vezes olho e vejo mais de 20 pessoas tocando. Isso é lindo, pois esse é justamente o objetivo: ir até as pessoas e interagir com elas”, conta sorrindo.

De riso fácil, Mumu conta com alegria e empolgação como se apaixonou pelo ritmo que dá o compasso deste domingo de Carnaval. “É de sangue, não tem jeito. Meu pai é conhecido como ‘Seu Carnaval’ e mamãe desde que erámos muito pequenos nos levava para assistir aos desfiles com um isopor cheio de lanchinhos na arquibancada, para ter mais segurança. Cresci aplaudindo essa galera que samba na raça aqui na Baixada e foi por conta deles que sonhei em participar dessa festa. Fui por dez anos Rei Momo do Carnaval de Cubatão e hoje faz uma década que deixei o posto. Sigo vivendo e vibrando samba e reverenciando quem nutriu meu amor por ele neste caminho”, conta.

Fonte: Diário do Litoral

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