Obras não têm data para serem entregues em Santos

sábado, 18 de fevereiro de 2017 | 11:49

Em meados de 2015 a promessa da Administração Municipal Santista era que bairro da Aparecida receberia – em parceria com o Governo Federal – uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funcionaria no mesmo terreno onde outrora estava instalado o PS da Zona Leste. Passados quase dois anos do anúncio da obra, o espaço está atualmente ocupado por entulhos resultantes da demolição do equipamento de saúde. Não há, desde agosto, vislumbres de atividades, tampouco funcionários no local.

Orçada em R$ 5.595.883,73, a obra da UPA foi cercada por problemas desde o início dos trabalhos. Isso porque a reforma no imóvel provisório para atendimento consumiu quase R$1 milhão, dentre as prestações do aluguel e a reforma para adequação. Após o término dos serviços, a casa ficou fechada por meses, sofrendo desgastes na estrutura e se transformando em abrigo para pessoas em situação de rua.

A demolição do antigo PS em detrimento de uma ampla reforma no equipamento também foi uma crítica recorrente de munícipes e vereadores, além da preocupação de funcionários e pais de alunos da Escola Estadual Suetônio Bittencourt Junior. O primeiro grupo temia a descentralização do trabalho após o fechamento da unidade e o segundo questionava a segurança da escola após a instalação dos tapumes na obra.

Após todos os contratempos, a construção da UPA teve início em junho passado. A previsão para entrega da unidade era setembro desde ano, no entanto, o terreno sequer foi preparado para o início dos atividades.

Em coletiva na última quinta-feira o prefeito Paulo Alexandre Barbosa afirmou que o motivo para a paralisação da obra é a ausência de repasse do Governo Federal. De acordo com o prefeito, o Ministério da Saúde repassou apenas 10% do valor e não haveria previsão do recebimento do restante da verba devido à crise nacional. Barbosa ressaltou ainda que os 10% depositados (aproximadamente R$400 mil) foram empenhados apenas na demolição da unidade de saúde. A reportagem questionou o Governo Fereal que desmentiu a informação.

Por meio de nota, o Ministério de Saúde explicou que o atraso no envio de informações comprovatórias da realização da 1ª etapa da obra da UPA da Zona Leste, por parte do município de Santos, inviabilizou o repasse da segunda parcela dos recursos previstos para continuidade da obra. Destaca ainda que foi solicitado à gestão local que adequasse as informações de pagamento no Sistema de Monitoramento de Obras. Com a atualização das informações, o Ministério da Saúde adotará os trâmites para pagamento da 2ª parcela.

A Prefeitura de Santos já admite que, em função da paralisação, não há prazo para término dos serviços.

Fonte: Site/Diário do Litoral

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