Prefeitura de Santos mantém 72 funcionários fora da cidade

sábado, 18 de fevereiro de 2017 | 11:58

Na última quinta-feira (16), dia em que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) ‘jogou um balde de água fria’ no funcionalismo de Santos anunciando que não daria reajuste salarial, a vereadora Telma de Souza (PT) denuncia na Câmara que a Administração banca o salário de 72 funcionários cedidos a órgãos públicos e outras cidades do Brasil. Conforme a vereadora, a despesa mensal chegaria a R$ 400 mil. No final de um ano, contando 13º salário, a conta ficaria em R$ 5,2 milhões. A Prefeitura garante a legalidade das cessões e que alguns salários são pagos pelo órgão em que o servidor está atuando. Ou seja, o dinheiro não sai dos cofres santistas.

Segundo Telma, entre eles, há um engenheiro cedido à Câmara Federal que já chegou a receber R$ 33 mil; uma oficial de administração com salário de mais de R$ 12.600,00; um fiscal de obras trabalhando para a Prefeitura de Moreno (PE), recebendo R$ 11.800,00 e um administrador que está cedido à Prefeitura de Teresina (PI), com salário de R$ 8.700,00. Eles também estariam recebendo remuneração onde estão lotados.

“Essa relação é gravíssima, pois fere o artigo 37, parágrafo 16, da Constituição, que veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários”, afirma a parlamentar em um requerimento apresentado e aprovado em plenário.

Conforme a vereadora, a Prefeitura paga mensalmente mais de R$ 1,1 milhão para 208 funcionários (incluindo os 72 que trabalham fora) cedidos para outros órgãos, como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan) e a própria Câmara de Vereadores.

Fonte: Site/Diário do Litoral

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